sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Promessa Final - O Manifesto


Caos...
está chegando o caos...

Nenhuma voz aturdida
pelas injustiças da vida
soou sem sentir a palmatória
da coisa tão vexatória
terrivelmente perigosa
que é a coberta que nos cobre
no preconceito imundo
de sermos negros e pobres
como se neste mundo
tudo o que há de riqueza
não viesse da triste beleza
do trabalho duro
do operário explorado
do negro marginalizado
do jovem atrofiado...

Ah! Pobre juventude
sofre pela sociedade repressora
e não vive a plenitude da liberdade
indispensável a toda geração
e que é responsável por qualquer evolução.

Podre velharia
do poder da burguesia
que por temer o novo
pode matar todo um povo

só para se manter
na manipulação do poder
e continuar a roubar
a força do suor alheio
através do aparelho
do Estado violento
que só existe para um tanto:
perpetuar a maldade
do que há desde a primeira idade
na mente de porcos sujos
que sempre querem ganhar
sem precisar trabalhar.

Inventando as verdades
de suas mentes mentirosas
e essas, tão maldosas
se tornam realidades
em um mundo torto
onde querem a Esperança
seja só mais um morto
dentre tantos numa matança.

O que eles querem é calar a voz
de quem não canta esta cartilha
e quer repartir esta partilha:
-que todo o homem seja humano
e que possa chegar ano
em que um pedaço de papel
que compra na rua qualquer pastel,
não roube a dignidade
de alguém sem nome
para não morrer de fome.

Maldito, burguês!
Porque em vez
de jogar o jovem na jaula
e tirá-lo da sala de aula
você não divide com ele,
o problema dele chegar em casa à noite
com a cabeça baixa,
a mão no bolso
triste porquê
ao não ser o mais moço
tem que se virar
para a família sustentar.

Isto é a vida ceifada
e a juventude coitada...
tão tristemente enganada
deixa de reagir
por pensar não sentir
e fingir não saber
que este podre poder
quer lhe matar
para suas maldades continuar.

Mas, com juventude de pé
esta idéia de má-fé
cai ao chão de joelhos
destroem-se aparelhos,
soltam-se amarras,
quebram-se grilhões...

Adeus, burguesia!
E que esta poesia
seja a faca que lhe transpasse
no dia em que a luta
mostre a sua face.        

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