Sou eu o andarilho das estrelas
perdido em um mundo de concreto
e almas encarnadas...
caminhando sigo por dentre
as gentes que se dizem humanas.
Ao meu redor os rostos se embaralham
misturam-se e transfiguram-se
entre ira, choro e gargalhadas.
Sou eu o solitário das multidões
que joga suas palavras mudas
aos surdos ouvidos
que desejam não compreender.
Triste sou eu que ando como um tolo
a falar de mudanças e transformações
derrubar o mito das verdades
e desmistificar todas as mentiras.
Enfim, sou eu o lunático que vive na Terra
e busca transcender ao intransponível.
Mas sozinho em meu intento
sofro o ataque dos medíocres
e entendo, então, com fria clareza
que na inversão direta de uma osmose social
sou eu que luto contra minha própria natureza.
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