No silêncio de meus pensamentos
ruidosamente um muro se levanta.
Os meus versos perdidos,
escritos numa resma incinerada,
banidos ao limbo do esquecimento,
deixaram em mim apenas o odor da lembrança.
Poemas que vão, não voltam.
Somente abrem estridentes a porta
para que outras rimas, de mim brotem
meu estilo, por muitos questionado
é só meu, de mais ninguém.
Sou na minha originalidade, bastante comum.
De nada me importa o status gramatical,
não julgo as rimas como pobres ou ricas.
Quem sou eu para compreender a plenitude
daquilo o que simplesmente existe?
Sim... pois a poesia não se faz...
Ao contrário ela se mostra inteira
e quando o Poeta persiste
em um fragmento de palavras, da sua mente ela sai
fluindo na beleza das estrofes.
Sua musicalidade, vou ouvi-la
na sinfonia harmônica do universo...
Sua beleza, no contraste inquieto
da minha vida singular
sua importância, vou medi-la
em meu peito com cada golfada de ar...
Até a morte!
Até a morte!


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