domingo, 1 de março de 2015
HOMENAGEM À CASTRO ALVES
NO DIA EM QUE SE COMEMORAM OS 168 ANOS DE NASCIMENTO DO POETA CASTRO ALVES, A TEIA DA ILHA, GRUPO CULTURAL DO MUNICÍPIO DE VERA CRUZ, ILHA DE ITAPARICA, REALIZA JUSTA HOMENAGEM AO "POETA DOS ESCRAVOS". O BLOG POESIAS DO FUNDO D'ALMA PARTICIPA DESTA COM MUITO ORGULHO DESTA INICIATIVA.
ONDE: LANCHONETE S.O.S LARICAS, NA RUA DO BATALHÃO DA PM EM MAR GRANDE.
QUANDO: 14 DE MARÇO, A PARTIR DAS 20 HORAS
ORGANIZAÇÃO: A TEIA DA ILHA
APOIO: BLOG POESIAS DO FUNDO D'ALMA (www.poesiasdofundodalma.blogspot.com.br)
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
AQUELE BEIJO
Eu pecando contra o amor
Esqueci de lhe dizer
O quanto eu gosto de você.
E guardando o sabor
De um beijo furtado
Na sua distração
Estando ao seu lado
Eu aproveitei o instante
Em que falava da vida
E como fosse amante
Bebi na fonte querida.
Me enchi de seu prazer
E agora não sei por que
Eu tremo na lembrança
Como traquina criança.
Você olhou desconfiada,
Atarantada me sorriu...
Mexeu com o meu brio
E não me disse nada.
Não confirmou, nem negou
Não falou de sentimento
Só me pediu em favor
Que lhe desse esquecimento.
E já passou tanto tempo
Mesmo assim não esqueço
Do dia daquele beijo...
Com você no meu braço
Sua lágrima no rosto
Me fez sentir o gosto
Que trago destes lábios.
OUTRA PRIMAVERA
É... Alguma coisa mudou...
O cheiro do vento já não é o
mesmo
Daquele tempo em que andávamos
conversando
Coisas simples sobre o mundo
Confessando segredos em confiança
Nos amando com ternura como
crianças
Apreciando a beleza do luar
Caminhando pelas ruas
Rumo certo a embriaguez.
Nos arriscando em cada esquina
Em cada beco escuro da luxuria
De cada segundo errante
Das nossas almas a vagar
Já não são as mesmas ondas
Que em brancas brumas
Vinham à praia para banhar
Nossos corpos entrelaçados
Num daqueles beijos sob o mar...
Caíram-se as folhas da última
primavera
E novos frutos apareceram
Muitas chuvas, então, caíram
Muitos desastres mataram gente
Muita guerra aconteceu.
Ouço o choro dos bebês
No ventre de suas mães
E a dor corrói meu coração.
Adoeço com tanta angústia
E percebo o que mudou.
Não sinto teu cheiro dentro de
mim
O mundo enlouqueceu por que você
foi embora
As ondas revoltadas
Se voltaram contra a Ásia
Destruindo cidades, sonhos e
lares
Os ventos em toda parte
Sopraram devastando regiões
E até no Brasil o chão tremeu...
O mundo todo se entristeceu
Com o fim do nosso amor
E é certo que toda mudança
Derrama dúvidas e incertezas...
Mas da mesma forma
Que guerras vêm e vão
Que é maré cheia e maré baixa
E uma hora as águas se acalmam
E a brisa é um bálsamo a nos
aliviar...
Outra vez verei a lua brilhar
Encantando os caminhos da vida
Certamente com outro alguém do
meu lado
Escrevendo nossa história
Em uma outra primavera
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
RAIMBOW
Nos
palmeirais
Ou
no restinho
De
Mata Atlântica
Qualquer
cantinho
Onde
reine a paz
E
a emoção seja tamanha
Que
ilumina a própria vida
Mostrando
aquela trilha escondida
Num
caminho esquecido
Com
um leve aroma de lembrança
Daqueles
tempos da infância
Quando
não havia maldade
E
a liberdade era o que reinava...
Nos
dias em que tudo era tranqüilo
Sem
riscos, nem perigos, só a mata
Amiga
das mais gratas, e o mar
Pai,
Senhor bondoso e justo, na infinidade de Deus
A
garantir tudo o que é necessário
Na
harmonia da perfeição
De
todo o trabalho da Natureza
Que
nos encanta com toda a beleza
De
um Sol alaranjado no horizonte
E
a Lua doirada num sorriso rasante
Regendo,
maestrina pequenina
A
orquestra dos mares, dos rios, das águas
Que
rolam pelo mundo e pelos corpos
Lavando
qualquer mágoa cristalina...
E
não tem nada que resista
A
força criadora do universo
E
isto não é só um verso
Mas
um simples lembrete
Que
o homem é parte do todo
E
só sendo um louco
Pode
querer continuar
Persistindo
no erro e não avançar
Fazendo
guerras e não amando
Destruindo
mais do que embelezando
Matando
mais do que vivendo
Como
fosse erva daninha
Crescida no paraíso.
Então
é por isso que eu espero
Em
frente às ondas do oceano
Fecho
os olhos e rezo
Chegará
o dia da grande virada
E
todos os canhões, tanques e armas
Serão
para sempre destruídos...
Aprimavera desabrochada
Desta
nova era surgida
Na
compreensão do Amor
Será
a semente fértil
Do
embrião de novas espécies.
domingo, 22 de abril de 2012
LUZ E SOM DO CORAÇÃO
LUA PLENA SORRI PRA MIM
AO SOM QUE VEM DO CORAÇÃO
MÚSICA TÃO LINDA ASSIM
TANTA COISA ACONTECEU
O SOL BRILHOU, O AMOR VIVEU
E NÓS AQUI, DESENCONTRO
ANDANDO, PARADOS, MESMO PONTO
OUTROS RISOS, OLHARES E BEIJOS
PESSOAS SE ABRAÇANDO, MAS NÃO
CONSAGRA O SENTIDO DE NOSSOS
PEITOS
O AR, FÔLEGO DA RESPIRAÇÃO
QUE SE COMPLETA QUANDO JUNTOS
LUA E SOL NO MESMO DIA
CONCERTO E ROCK EM HARMONIA
EU E VOCÊ NO MESMO RUMO.
TONI FRANK
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Novo Dia
A Estrela da Manhã
brilhou numa aurora nublada
atrás de nuvens pesadas
que ofuscaram o seu afã.
Pedro Ivo! O povo está perto do poder!
Castro Alves! A escravidão poderá ter um fim!
Cosme de Farias! O analfabeto será doutor Causa Honoris!
Lampião! Chegou a hora da fome morrer!
Oxumaré trará
na ponta de sua calda
os raios de luz candear
e nuvens cinzentas espanta.
Neruda! A pedra estraçalhada há de juntar!
Guevara! O Socialismo cada vez mais nobre!
Marighela! A Liberdade triunfará!
Pois chegou agora a vez
dos quilombos de Zumbi e dos malês
dos filhos de Maomé e de Ogum
e de todo pobre, excluído, bebum.
João de Deus! Teu sangue será vingado!
João Cândido! As chibatadas terão fim!
Ojuobá! O arco-íris irá reluzir!
Piedade! Teu nome precisa ser mudado!
E no amanhecer do novo dia
acorda um tanto sonolento e aturdido
o gigante há muito tempo adormecido
Brasil! Mostra ao mundo tua energia!
Estados Unidos! Jamais seremos seus escravos!
Oligarquias! Seus dias estão contados!
Povo! Chegou a hora da mudança!
Lula! Não há de morrer a esperança!
SONETO DIFERENTE
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