Nos
palmeirais
Ou
no restinho
De
Mata Atlântica
Qualquer
cantinho
Onde
reine a paz
E
a emoção seja tamanha
Que
ilumina a própria vida
Mostrando
aquela trilha escondida
Num
caminho esquecido
Com
um leve aroma de lembrança
Daqueles
tempos da infância
Quando
não havia maldade
E
a liberdade era o que reinava...
Nos
dias em que tudo era tranqüilo
Sem
riscos, nem perigos, só a mata
Amiga
das mais gratas, e o mar
Pai,
Senhor bondoso e justo, na infinidade de Deus
A
garantir tudo o que é necessário
Na
harmonia da perfeição
De
todo o trabalho da Natureza
Que
nos encanta com toda a beleza
De
um Sol alaranjado no horizonte
E
a Lua doirada num sorriso rasante
Regendo,
maestrina pequenina
A
orquestra dos mares, dos rios, das águas
Que
rolam pelo mundo e pelos corpos
Lavando
qualquer mágoa cristalina...
E
não tem nada que resista
A
força criadora do universo
E
isto não é só um verso
Mas
um simples lembrete
Que
o homem é parte do todo
E
só sendo um louco
Pode
querer continuar
Persistindo
no erro e não avançar
Fazendo
guerras e não amando
Destruindo
mais do que embelezando
Matando
mais do que vivendo
Como
fosse erva daninha
Crescida no paraíso.
Então
é por isso que eu espero
Em
frente às ondas do oceano
Fecho
os olhos e rezo
Chegará
o dia da grande virada
E
todos os canhões, tanques e armas
Serão
para sempre destruídos...
Aprimavera desabrochada
Desta
nova era surgida
Na
compreensão do Amor
Será
a semente fértil
Do
embrião de novas espécies.



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