A Estrela da Manhã
brilhou numa aurora nublada
atrás de nuvens pesadas
que ofuscaram o seu afã.
Pedro Ivo! O povo está perto do poder!
Castro Alves! A escravidão poderá ter um fim!
Cosme de Farias! O analfabeto será doutor Causa Honoris!
Lampião! Chegou a hora da fome morrer!
Oxumaré trará
na ponta de sua calda
os raios de luz candear
e nuvens cinzentas espanta.
Neruda! A pedra estraçalhada há de juntar!
Guevara! O Socialismo cada vez mais nobre!
Marighela! A Liberdade triunfará!
Pois chegou agora a vez
dos quilombos de Zumbi e dos malês
dos filhos de Maomé e de Ogum
e de todo pobre, excluído, bebum.
João de Deus! Teu sangue será vingado!
João Cândido! As chibatadas terão fim!
Ojuobá! O arco-íris irá reluzir!
Piedade! Teu nome precisa ser mudado!
E no amanhecer do novo dia
acorda um tanto sonolento e aturdido
o gigante há muito tempo adormecido
Brasil! Mostra ao mundo tua energia!
Estados Unidos! Jamais seremos seus escravos!
Oligarquias! Seus dias estão contados!
Povo! Chegou a hora da mudança!
Lula! Não há de morrer a esperança!



Trata-se da voz da poesia convocando os homens a luta e da agitação de uma esperança naqueles que por perdê-la ficaram inertes. A lembrança desses grandes nomes engajados com o social é algo que me cativa, ainda que fragilmente.
ResponderExcluirbom que vc gostou Jorge... realmente é isso
Excluir