Um Espirito Perturbado por não poder entre os vivos terrenos estar,
Vagava procurando um ser receptivo,
Um mediúnico para do seu corpo se apossar,
e através dele poder as maravilhas dos viventes desfrutar...
Num melancólico dia,
Veio há acontecer o que tanto ele queria...
Um Ser Jovem, de saúde invejável estava a sua frente,
Fraco de fé, abandonado por sua amada...
O espirito sedento aproveitou sua oportunidade eminente,
Na primeira tentativa não houve hesito,
E assim foi feito.
Bebidas de teor inflamável,
sabor não importava,
o efeito dopante é o que procurava,
nos bares e botecos a cara encharcava...
Seu lema era: “wisque irlandês e conhaque francês são pra burguês,
meu negocio é uma branquinha,
daquelas que se vira de uma vês,
se tiver uma cachaça da boa, lá serei freguês.”
Recompensado, ao usufruir o corpo embriagado...
Abandonava a própria sorte,
uma carcaça sugada...
Pernas no banco, cabeça no porte.
Inconsciente o Jovem abraçava a jornada de quem ti mazelava...
Amigos, parentes e próximos, não mais importava...
Sempre jogava a culpa de seu estado,
naquela que ti largara.
Num certo momento tudo começou a mudar,
O espirito que antes o possuía,
não se fazia mais presente...
Contudo, o vicio carnal,
já tinha feito mais um dependente...
O espirito antes com jeito de encosto,
agora ajudado por um espirito de luz,
resgatado, tratado e regenerado,
começou a entender seu papel da colônia espiritual,
assumindo assim seu posto pela...
bebedeira perdera o gosto,
mas o jovem que antes tinha toda vida pela frente,
já não era mas tão jovem, e nem parecia mais gente,
fétido e esquecido, foi lembrado por um velho conhecido,
era de novo aquele espirito,
e quando viu o antigo hospedeiro novamente,
jogado, carcomido pelo que tinha feito e o deixado,
sentiu um sentimento de culpa e remorso o consumir,
mas rapidamente tomou consciência de si,
e lembrou porque estava ali,
pela última vês decidiu o possuir...
E assim o fez,
Em posse de papel e uma caneta,
uma carta escreveu, explicando tudo que aconteceu...
Porque ele chegou no fundo do poço...
Porque mesmo forte, se perdeu...
O bebum acordando do transe da possessão,
encontrou em sua testa,
colada uma carta escrita à mão...
Ainda tonto, sua leitura não poderá terminar,
quando suas lagrimas molharam o papel,
Pois não parava de chorar,
Um espirito e um jovem por não entenderem sua mediunidade,
acabaram com sua mocidade,
Mas nunca é tarde para recomeçar,
Assim o jovem vivente e o espirito clemente,
tiveram uma linda missão pela frente.
FAGNER AZEVEDO

Adorei, extremamente profundo, claro e misterioso.
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