quarta-feira, 27 de março de 2019

REBENTANDO

O que sente
O que fala
O que vive
O que verve
Reflete, respira
Inspira, atinge
É alvo da mira
Da vida, infinda
Na luz ilumina
Na noite aquece
No Sol resfria
O dia, o calor
Dos corpos, do amor
Da arte que invade
Transforma e até
Transtorna
Na transgressão
Da construção
Da novidade
Que nasce parida
Das entranhas
Que arranha
A gruta escura
Da mãe, mulhre
Que seja todo o que é
Numa outtra aurora
Desta nossa história

terça-feira, 26 de março de 2019

FACES DO AMOR



Assim não pode ser
Não dá pra continuar
Eu amar você
Você só me usar

Não vou mais ficar
No quarto, escondida
Se eu quero é passear
E você nem me liga

Eu não sei o que acontece
Pra que me trate assim
Amor, até o que parece
É ter vergonha de mim...

Não tem problema
Não se estresse
Ficar no seu dilema
Ninguém merece

O melhor é respeitar
Nosso Amor e Amizade
Quando quiser é só chegar
Se sinta a vontade

Pouca coisa prá você
Vai mudar
Ainda quero te ter
Até a vida acabar

Mas tenho sentimento
Respeito o meu coração
A partir desse momento
Muda-se nossa relação

Como já tá se vendo
Somos dois irmãos
Nossos planos morrendo
Isso é que não

Vamos estar sempre perto
Um do outro se ajudando
Pois já vejo o que é certo
Nossos passos se guiando

E quando formos velhinhos
Viúvos, ou casados
Todos vão ver nosso carinho
Nossas casas lado a lado

Então vamos poder
De mãos dadas passear
E todo mundo vai ver
As várias formas de amar

BELLA LIVRE

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

CACHAÇA ESPIRITUAL





Um Espirito Perturbado por não poder entre os vivos terrenos estar,
Vagava procurando um ser receptivo,
Um mediúnico para do seu corpo se apossar,
 e através dele poder as maravilhas dos viventes desfrutar...
Num melancólico dia,
Veio há acontecer o que tanto ele queria...

Um Ser Jovem, de saúde invejável estava a sua frente,
Fraco de fé, abandonado por sua amada...
O espirito sedento aproveitou sua oportunidade eminente,
Na primeira tentativa não houve hesito,
E assim foi feito. 

Bebidas de teor inflamável,
sabor não importava,
o efeito dopante é o que procurava,
nos bares e botecos a cara encharcava...
Seu lema era: “wisque irlandês e conhaque francês são pra burguês, 
meu negocio é uma branquinha,
daquelas que se vira de uma vês, 
se tiver uma cachaça da boa, lá serei freguês.”

Recompensado, ao usufruir o corpo embriagado...
Abandonava a própria sorte, 
uma carcaça sugada...
Pernas no banco, cabeça no porte.

 Inconsciente o Jovem abraçava a jornada de quem ti mazelava...
Amigos, parentes e próximos, não mais importava...
Sempre jogava a culpa de seu estado,
naquela que ti largara. 

Num certo momento tudo começou a mudar, 
O espirito que antes o possuía,
não se fazia mais presente...
Contudo, o vicio carnal,
já tinha feito mais um dependente... 

O espirito antes com jeito de encosto,
agora ajudado por um espirito de luz,
resgatado, tratado e regenerado,
começou a entender seu papel da colônia espiritual,
 assumindo assim seu posto pela...
bebedeira perdera o gosto,

mas o jovem que antes tinha toda vida pela frente,
já não era mas tão jovem, e nem parecia mais gente,
fétido e esquecido, foi lembrado por um velho conhecido,
era de novo aquele espirito, 
e quando viu o antigo hospedeiro novamente,

jogado, carcomido pelo que tinha feito e o deixado,
sentiu um sentimento de culpa e remorso o consumir, 
mas rapidamente tomou consciência de si,
e lembrou porque estava ali,
pela última vês decidiu o possuir...
E assim o fez, 

Em posse de papel e uma caneta,

uma carta escreveu, explicando tudo que aconteceu...
Porque ele chegou no fundo do poço...
Porque mesmo forte, se perdeu...
 O bebum acordando do transe da possessão, 
encontrou em sua testa,
colada uma carta escrita à mão...
Ainda tonto, sua leitura não poderá terminar,
quando suas lagrimas molharam o papel,
Pois não parava de chorar,

Um espirito e um jovem por não entenderem sua mediunidade,
acabaram com sua mocidade,
Mas nunca é tarde para recomeçar,
Assim o jovem vivente e o espirito clemente,
tiveram uma linda missão pela frente. 


FAGNER AZEVEDO

terça-feira, 28 de junho de 2016

OLHOS DE NEON





Olhos de neon
Brilho fosco, opaco
Melancolia sem tom
Deste triste espetáculo.

Que atrai, retrai
Encanta, distrai
E logo acaba, passa
Como neblina fumaça

Cega por instante
Fuligem natural
Gozo dos amantes

E depois, bem mal
Fio da lembrança resvala
Experiência que se cala.

INVERNO




 
Aquece-me o frio da noite de inverno
Seus braços em mim entrelaçados
O calor de seu corpo no meu peito
Lareira um do outro abraçados

Tornamo-nos nós um só ser
No fervor de nossas almas contido
O sangue pelas veias a correr
E nossas auras a brilhar no infinito
 
Não há tempo que nos gele
Ou nos impeça quentura
Em nossos beijos, sexos, frescor

E no toque de nossa pele
O suor é mel e doçura
No gozo a nos derramar amor.